Month: June 2013

Livro mostra a diversidade de aves da Lagoa do Peixe

Renato Grimm é um fuçador, como se diz (sempre como elogio) entre os fotógrafos. Incansável, ele já rodou o continente a bordo de todo tipo de veículo, fotografando paisagens, sabores e saberes dos mais remotos rincões. Mas um lugar, para ele, sempre foi quintal e santuário, ao mesmo tempo: a Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. E só um profundo conhecedor, alguém com uma relação dessas poderia fazer um trabalho tão profundo e bonito sobre a região. Com foco nas aves, ou melhor, na diversidade delas – em todas as suas cores, formas e agrupamentos. O livro Santuário das Aves – Parque Nacional da Lagoa do Peixe é obrigatório para todos os que gostam de observação de fauna, tanto os que já foram conferir como para os que têm como sonho experimentar o birding por lá. O livro mostra 147 espécies, entre endêmicas e migratórias (a Lagoa do Peixe é importantíssima no sustento do ciclo de vida de várias delas). Resultado de 40 expedições do fotógrafo no parque. Quem quiser adquirir o livro é só clicar aqui. Aí embaixo, uma seleção de fotos feita pelo próprio Renato. Enjoy it!

Caminheiro-de-espora Anthus correndera

 

Flamingo-grande-dos-andes / Nome Científico Phoenicoparrus andinus

 

Maçarico-branco / Calidris alba

 

Papa-piri / Tachuris rubrigastra

 

Maçarico-de-bico-virado Nome cientifico: Limosa haemastica Parque Nacional da Lagoa Peixe Mostardas / Tavares – RS Copyright Fotografias Renato Grimm www.bemtevibrasil.com.br

 

maçarico-de-papo-vermelho /Nome Científico Calidris canutus Um extraordinário viajante Em 10 de novembro de 2006, pesquisadores de Río Grande (Terra do Fogo, Argentina) capturaram e marcaram esse indivíduo com anilhas. A combinação de cores das anilhas e o código “EMU” permitem identificá-lo sem necessidade de capturas adicionais. Com isso, é possível acompanhar sua migração e estimar sua sobrevivência. Pesando de 100 a 200 gramas e medindo de 23 a 26 centímetros, esse maçarico possui uma autonomia de voo superior a muitas aeronaves. Ele é capaz de percorrer os 1500 quilômetros que separam o litoral gaúcho da Patagônia em 24 horas. Para viajar do Maranhão às praias do Rio Grande do Sul, leva três dias voando 3300 quilômetros sobre ambientes inóspitos. Mas o voo mais espetacular se dá entre a Lagoa do Peixe e o litoral nordeste dos Estados Unidos: são 8000 quilômetros, incluindo uma longa travessia oceânica, executados sem escalas em apenas seis dias. Como a espécie realiza duas migrações anuais entre os sítios de reprodução no Ártico canadense e o sul da América do Sul, onde passa o verão austral, cada indivíduo voa aproximadamente 30 mil quilômetros por ano. Assim, “EMU” percorreu 210 mil quilômetros entre o dia em que foi marcado e 08 de março de 2013, quando essa foto foi feita em Tavares. Mas essa é a distância mínima, pois não sabemos quantas vezes “EMU” migrou antes da captura.