9993

Estudo mapeia evolução das aves em todo o mundo

Crédito da Imagem: reprodução/revista Nature

 

Um projeto ambicioso, que envolve várias universidades, ganhou as páginas da revista Nature na semana passada. A ideia é mapear as interações de evolução entre todas as 9 993 espécies conhecidas no mundo, situando-as no tempo e no espaço. Para isso, os cientistas criaram um banco de dados com informações de DNA, cruzando também informações geográficas e de evolução ao longo do tempo (estas últimas incluem também o estudo de fósseis). Os primeiros resultados, publicados agora, já permitem algumas conclusões interessantes, como a de que a diferenciação entre espécies acontece mais conforme a longitude do que pela latitude.

“É um artigo notável, que resultou em um produto definitivamente muito interessante e que, como todo bom trabalho, vai abrir um leque outras questões muito relevantes nos próximos anos”, diz o pesquisador Luís Fábio Silveira, do Museu de Zoologia da USP. Ele completa: “Além do esforço para conseguir sequências de mais de dois terços de todas as espécies atualmente reconhecidas (um número ainda subestimado), houve um avanço também nas técnicas de análises destes dados, que geralmente requerem um arranjo computacional muito complexo para que todas as possibilidades sejam igualmente analisadas. Para mim, o trabalho tem méritos não só pela abordagem do tema, e por lançar luz em um grupo cujas relações filogenéticas ainda são muito complicadas, mas também por conseguir analisar esta imensa quantidade de dados”.

Leia mais sobre o estudo no site Nature News.