Mata Atlântica

Pesquisadores de programa de conservação das antas fotografam ave muito rara da Mata Atlântica

Jacu-estalo da Mata Atlântica capixaba (a subespécie Neomorphus geoffroyi dulcis ) – Foto: Projeto Pró-Tapir

O jacu-estalo é uma lenda viva. Ave muito arredia, vive em trechos densos de mata e dificilmente se deixa notar. Mas quando se fala do jacu-estalo da Mata Atlântica capixaba (a subespécie Neomorphus geoffroyi dulcis ) a associação mais correta é com um pequeno fantasma. Seus registros são raríssimos – e devem ser comemorados, pois provam o bom estado de conservação da floresta. No final do ano passado, um desses encontros com o jacu-estalo aconteceu em Linhares, no norte do Espírito Santo. O fantasminha foi registrado por uma armadilha fotográfica do projeto Pró-Tapir, que trabalha com o estudo e proteção das antas em algumas unidades de conservação locais. Acompanhe agora uma entrevista com a pesquisadora Andressa Gatti sobre esse encontro e o belo projeto desenvolvido pelo Pró-Tapir:

Blog: Qual a sensação de registrar uma espécie tão rara e arredia como o jacu-estalo na Mata Atlântica? Como foi feita esta foto?

Andressa Gatti: É uma sensação indescritível, uma mistura de felicidade, espanto, orgulho e surpresa! Saber que a Mata Atlântica ainda pode abrigar uma espécie tão rara e ameaçada, nos faz acreditar que há esperança e nos torna mais responsáveis por gritar a todos que é preciso parar de agredir nossas matas e todas as espécies que vivem nelas. Ter estado algumas vezes no mesmo local onde o enigmático jacu-estalo foi registrado, é de arrepiar! E mais. Saber que nosso trabalho de conservação com o maior mamífero terrestre brasileiro – a anta – pode ajudar a proteger tantas outras espécies, nos dá ainda mais a certeza que estamos no caminho certo e que realmente vale a pena trabalhar para a conservação das espécies!

E como foi que tivemos a sorte de registrar essa raridade? Nós iniciamos um novo monitoramento com armadilhas fotográficas, no grande bloco florestal Linhares/Sooretama, em janeiro de 2015. Nosso principal objetivo é reunir informações sobre a ecologia da anta, Tapirus terrestris, e de outros mamíferos também ameaçados de extinção, como o queixada (Tayassu pecari) e o cateto (Pecari tajacu). Nossa felicidade é que com esses modernos equipamentos, temos registrado tantas outras espécies da mastofauna e avifauna.

Só fomos entender a verdadeira preciosidade que tínhamos em mãos, quando nossos amigos Gustavo Magnago e Letícia Belgi Bissoli identificaram a espécie para nós. Há um tempo eles nos tinham questionado se não havíamos feito algum registro do jacu-estalo anteriormente. E, finalmente, quando menos esperávamos, lá estava ele! Uma ave que motivou e motiva tantos apaixonados pela ornitologia e observação de aves. E posso dizer que ela motiva também todos nós que trabalhamos pela proteção da nossa biodiversidade.

Anta (Tapirus terrestris) Foto: Gustavo Magnago

Blog: O Projeto Pró-tapir tem como objetivo a conservação das antas em reservas do Espírito Santo. Quais são as condições que a espécie encontra hoje no estado? Quais são os desafios?

Andressa Gatti: A espécie está em perigo de extinção em nosso Estado. Atualmente existem apenas sete áreas naturais protegidas no norte do estado do Espírito Santo onde ainda há a presença da anta. O Pró-Tapir atua em seis dessas áreas. Quatro dessas unidades de conservação estão localizadas nos municípios de Linhares e Sooretama, a Reserva Biológica de Sooretama (RBS), a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Recanto das Antas, a RPPN Mutum-Preto e a Fazenda Cupido & Refúgio (FCR), que em conjunto podem permitir a sobrevivência da espécie, em longo prazo. Contudo, nesses locais ainda ocorrem muitas ameaças que podem resultar no desaparecimento das antas.

O complexo florestal situado em Linhares/Sooretama, uma das três áreas que ainda podem manter populações viáveis da espécie, ainda apresenta muitas ameaças que podem aumentar o risco de extinção das populações locais, além de outras características da região: (1) caça frequente, inclusive na Reserva Biológica de Sooretama; (2) atropelamentos, principalmente na BR-101 que divide a Reserva Biológica de Sooretama; (3) presença de conflitos entre a população humana e as antas, devido à perda econômica que, geralmente, causam aos agricultores; (4) a paisagem da região é única, heterogênea, onde se encontram quatro áreas protegidas inseridas em um mosaico de diferentes agriculturas e configuração espacial.

Um cenário preocupante também ocorre nas Reservas Biológicas Córrego do Veado e Córrego Grande, localizadas no município de Pinheiros e Pedro Canário, respectivamente. Nestas áreas, ainda há a presença da anta, mas a sobrevivência das populações é incerta em longo prazo, uma vez que estão reduzidas e também isoladas.

O “Pró-Tapir: Monitoramento e Proteção das antas da Mata Atlântica Capixaba” propõe a elaboração de um conjunto específico de recomendações para a conservação da anta e das florestas, bem como promover a manutenção das populações desta espécie no Espírito Santo, por meio de pesquisas científicas. O programa possui uma abordagem multidisciplinar sustentada por quatro linhas temáticas gerais: Ecologia, Genética, Saúde Ambiental e Sensibilização/Difusão Científica.

Blog: Como observadores e outros cidadãos podem contribuir com a conservação nesta região tão importante para a Mata Atlântica como um todo? 

Andressa Gatti: Primeiro é preciso que todos saibam da existência dessa região tão importante e que ela é responsável pela manutenção de diversas populações de espécies da fauna e flora da Mata Atlântica capixaba.

Como as áreas onde o Pró-Tapir atua estão próximos a rodovias e estradas, e como a anta e outros animais podem percorrer grandes distâncias, é necessário que os cidadãos respeitem a velocidade nas rodovias, evitando assim que mais indivíduos sejam mortos por atropelamentos. No ano de 2014 e do início de 2015 perdemos três indivíduos de anta, sendo que um deles, uma fêmea, estava prenhe. O risco é altíssimo não só para antas, mas também para tantas outras espécies que habitam aquela região, e obviamente, para os condutores, que podem colocar suas vidas em risco com o impacto do atropelamento de um animal tão grande.

Outra ameaça, a caça, ainda é uma atividade comum na região, mesmo sendo ilegal. O mais crítico é que a caça é uma atividade focada no comércio ilegal de carne, o que torna a atividade algo muito lucrativo para quem caça. É importante que as pessoas parem de comprar carne de caça e que a caça seja erradicada, mas ainda temos uma longa caminhada para que isso, de fato, acabe. Práticas como o desmatamento e queimadas também devem ser evitadas, pois destroem o habitat, ou seja, o espaço onde a espécie vive e se desenvolve.

Difundir essas informações entre todos é o ponto central da história. O principal meio de ajudar na conservação das espécies é fazer a população entender que seus atos podem afetar a sobrevivência dessas espécies direta ou indiretamente. Nós pesquisadores e cientistas não vamos mudar o mundo sozinhos. Precisamos do apoio de pessoas engajadas na proteção da biodiversidade. Então, todos podem ajudar, divulgando e convencendo seus amigos da importância da fauna e flora, apoiando os projetos de conservação, difundindo informações entre pesquisadores de diferentes áreas de atuação. Existem várias formas de contribuir, mas a principal é de se conscientizar que com pequenos atos, como respeitar as leis, ou diminuir a velocidade nas rodovias próximas a áreas protegidas, já faz uma grande diferença.

E sabe o que é mais fascinante? A busca pelo maior mamífero terrestre brasileiro tem nos revelado histórias fantásticas sobre outras espécies que ainda pouco conhecemos. A anta, uma amiga de peso, ajudando na conservação de espécies raras e pequenas como a do jacu-estalo e, ele, por sua vez, só nos mostra o quanto a biodiversidade está conectada!

Livro primoroso reúne todos os papagaios, araras e periquitos do Brasil

“Enquanto andávamos nessa mata a cortar lenha, atravessavam alguns papagaios essas árvores; verdes uns, e pardos, outros, grandes e pequenos, de sorte que me parece que haverá muitos nesta terra”.

O trecho aí em cima vem da carta de Pero Vaz de Caminha, primeiro documento escrito sobre o Brasil, que já trazia algumas menções aos papagaios e periquitos. E, ao longo de nossa história, do Zé Carioca ao filme Rio, eles sempre estiveram associados à nossa imagem. Mas, apesar desta presença marcante, não eram abundantes os estudos e fontes de informação sobre as quase 100 espécies de psitacídeos que ocorrem em território nacional. Um parêntese: psitacídeo é uma palavra estranha mas de uso comum entre os biólogos para indicar papagaios e periquitos, em uma referência à família Psittacidae, que inclui nossos papagaios, periquitos, maitacas, araras, tiribas e maracanãs. Agora, o livro (mas o mais adequado seria dizer livrão, pela sua importância) Terra Papagalli vem cobrir com maestria muitas lacunas no nosso conhecimento destas aves. Obra de referência, mas que tem no visual e no cuidado gráfico um elemento fundamental, a obra traz as ilustrações do artista Eduardo Brettas (veja no final do post) em perfeita sintonia com o texto do pesquisador Luis Fabio Silveira, curador da coleção de ornitologia do Museu de Zoologia da USP. Um livro para apreciar como obra de arte e consultar como obra de referência. O lançamento ocorre no dia 9 de dezembro em São Paulo. Mais informações no book trailer:

Ilustração de Eduardo Brettas para o livro Terra Papagalli

Casal viaja o Brasil passarinhando e educando

Uirapuru-laranja – Foto: Renato Rizzaro
Chifre-de-ouro – Foto: Renato Rizzaro

Há histórias tão ricas e vívidas que parecem ficção, enredo de filme, poesia – tudo junto e misturado. A trajetória do casal Renato Rizzaro e Gabriela Giovanka é assim. Com garra e ralação, transformaram uma área em RPPN, na Mata Atlântica de Santa Catarina: a Reserva Rio das Furnas.

Até que, em 2010, o sonho escorreu pelas encostas do morro – a área da reserva foi atingida por um deslizamento causado pelas chuvas. Desalojados por um tempo, eles resolveram colocar o pé na estrada. Daí nasceu o primeiro projeto de educação ambiental – de lá para cá já foram 34 mil quilômetros (quase uma volta ao mundo) pelas estradas do Brasil. Nas paradas, eles organizam a Roda de Passarinho, que ensina observação de aves às crianças de um modo muito divertido.

As viagens também já renderam cinco pôsteres sobre a avifauna dos nossos biomas – Mata Atlântica, Pampa, Amazônia, Pantanal e Cerrado. Para produzir este último eles visitaram lugares tão incríveis como a Chapada dos Veadeiros e a Serra da Canastra. Os deliciosos relatos de viagem renderam um blog, onde você também pode comprar os pôsteres – o dinheiro ajuda na divulgação da observação de aves, na conservação da Mata Atlântica (a reserva já está se regenerando após o acidente) e nos projetos futuros de viagem dos dois. A próxima aventura, aliás, começa ainda em 2015 – desta vez eles vão visitar a Caatinga, fechando assim a série dos biomas.

Poster Aves do Cerrado – Reprodução
Queixadas – Foto: Renato Rizzaro
Seriema – Foto: Renato Rizzaro
Chapada dos Veadeiros – Foto: Renato Rizzaro

 

Passarinhadas em maio no Sudeste, Nordeste e Sul

Pica-pau-dourado – Foto Zé Edu Camargo

Aos poucos o turismo de observação vai se firmando e ganhando corpo no Brasil. Além de hotéis especializados, já começam a surgir roteiros de fim de semana ou nos feriados prolongados em bons destinos de birding. No começo de maio há boas opções em três regiões do Brasil. No alto da Serra da Mantiqueira, a RPPN Alto Montana tem muitas espécies raras. É uma boa opção para quem está em São Paulo, no Rio ou em Minas. No Sul, a migração do papagaio-charão e as espécies endêmicas de Mata Atlântica são as atrações de um roteiro em Urupema, Santa Catarina. E na Chapada do Araripe (CE) as aves da caatinga são a grande atração – e também a chance de ver o raro e ameaçado soldadinho-do-araripe. As informações sobre os roteiros estão nos cartazes aí embaixo.

A floresta atlântica verdadeira

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Chega às livrarias uma obra como poucas. K’aá Eté, A Floresta Atlântica Intocada, do fotógrafo Octavio Campos Salles, explora (no bom sentido) todas as nuances de um bioma que o homem quase destruiu sem entender: a Mata Atlântica. A busca de Octavio é pelos trechos mais preservados da mata, onde ela ainda mostra seu vigor pleno e onde seus habitantes mais frágeis ainda conseguem sobreviver. Exímio conhecedor do meio, ele revela cenários e animais que poucos já tiveram o prazer de observar. Mas faz isso com respeito e com a intenção de chamar a atenção para extrema urgência da conservação. Se você é um observador que se preze, não pode perder a oportunidade de grudar os olhos neste livro. Mais informações: www.kaaete.com.br.
Gavião-de-penacho – Foto: Octavio Campos Salles
Anta – Foto: Octavio Campos Salles
Araçari-banana – Foto: Octavio Campos Salles
Muriqui – Foto: Octavio Campos Salles
Mata Atlântica – Foto: Octavio Campos Salles

Reserva Tamboré, um oásis de floresta na Grande São Paulo

Chupa-dente – Foto: Zé Edu Camargo

As copas de árvores altas e imponentes fecham o dossel sobre a trilha, deixando pouca luz chegar ao chão, coberto de folhas mortas. O barulho d’água de um pequeno regato é tudo o que se ouve, até que um chamado característico venha de algum ponto a cinco metros de distância, em meio à vegetação densa.

– É um chupa-dente!

Quem imagina a cena logo pensa em algum lugar isolado, a quilômetros de qualquer cidade. Mas ela aconteceu em meio a uma das maiores manchas urbanas do mundo, na Grande São Paulo. A Reserva Biológica Tamboré fica em Santana de Parnaíba e é administrada pelo Instituto Brookfield. Uma joia rara da Mata Atlântica, com mais de 3,5 milhões de m² de cobertura vegetal. Em uma visita rápida à reserva, pude comprovar o seu potencial para a educação ambiental, no geral, e para a observação de aves, em particular. Duas dezenas de espécies florestais (como o chupa-dente, o patinho e o papa-taoca-do-sul) foram avistadas em apenas uma das trilhas. Por enquanto, a reserva só recebe pesquisadores e atividades de educação ambiental previamente agendadas. Para mais informações, basta acessar o site do Instituto (http://www.institutobrookfield.org.br/programas/reserva-biologica/sobre-a-reserva/).

Tangará adulto – Foto: Amarildo Jordão
Bacurau-ocelado – Foto: Amarildo Jordão
Bico-chato-de-orelha-preta – Foto: Amarildo Jordão

A Mata Atlântica revelada

Tomas Sigrist é um nome conhecido por qualquer um que já teve contato com a observação de aves. Naturalista, ilustrador e pesquisador, ele ajudou a formar inúmeros birders no país, com seus excelentes guias de campo. E agora alça voos mais altos, com livros de arte que qualquer apaixonado pela vida selvagem gostaria de ter. Esse é o caso do monumental Iconografia das Aves do Brasil – Mata Atlântica, um volume de 400 páginas que exibe, página a página, toda a exuberância de cores e formas de um bioma riquíssimo. O livro é o segundo volume de uma série, iniciada com o Cerrado (leia aqui um artigo que escrevi sobre a obra).

As fotos do volume Mata Atlântica são de um profissional que conhece profundamente os meandros, veredas e segredos de nossas terras. Lester Scalon, mineiro de Sacramento, percorre desde garoto as matas brasileiras. E vem, ano a ano, aprimorando sua técnica e produzindo obras consistentes que revelam fauna e flora de ambientes como a Serra da Canastra, o sertão, o Pantanal. Neste volume, as aves da Mata Atlântica são exibidas em uma profusão de cores e climas, mostrando detalhes de comportamento e habitat, levando o leitor a uma viagem visual. Um livro indispensável a qualquer birder que se preze. As fotos abaixo, todas de Lester Scalon, fazem parte da obra.

O livro Iconografia das Aves do Brasil – Mata Atlântica pode ser encomendada no site da editora Avis Brasilis.

Araçari-banana. Foto Lester Scalon.

 

 

 

 

 

 

 

 

Itamambuca, um parque temático para observadores de aves

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Os comedouros do resort estão sempre cheios.

 

Aos poucos, o mercado de turismo vem descobrindo o birdwatching. Há dez anos, contavam-se nos dedos os hotéis e pousadas que tinham alguma estrutura específica para a observação de aves. Hoje, por todo o país, já temos estabelecimentos que, se não são especializados, têm pelo menos algum tipo de apoio para a atividade – guias que conhecem as espécies locais, por exemplo.

Entre os pioneiros na atividade está o Itamambuca Eco Resort, em Ubatuba, no litoral paulista. Não que ele seja só voltado para o birdwatching. O público majoritário por lá ainda são as famílias com crianças, que querem aproveitar a praia e a estrutura de lazer. Mas, aos poucos, o hotel vem conseguindo um público apaixonado pelas aves da Mata Atlântica – inclusive estrangeiros.

Minha preocupação aqui é dar um panorama do que o observador pode encontrar por lá. O hotel é uma ótima opção para quem começa a mergulhar nesse mundo do birdwatching. O resort não fica exatamente na praia (é preciso atravessar pequeno rio Itamambuca para chegar até ela), mas tem a seu favor uma boa área verde, que margeia o rio. O contato com as aves começa nos comedouros instalados pelo hotel, sempre cheios de beija-flores e aves multicoloridas como a saíra-militar e a saíra-sete-cores. No site do hotel na internet há uma câmera ao vivo mostrando um dos comedouros.

Para quem está começando a fotografar aves, esses comedouros são uma boa opção – dá para testar todo o potencial do seu equipamento em um ambiente com muitas aves. Um deles tem até um blind (uma espécie de cortina camuflada, que esconde o observador/fotógrafo), que permite fotos sem assustar as aves. Mas o resort oferece mais do que isso. Há uma pequena trilha pela mata, onde podem ser encontradas espécies mais arredias, como o surucuá-variado. Ela chega até a margem do rio, onde sempre há martins-pescadores e outras aves aquáticas – inclusive o savacu-de-coroa. E o próprio curso d’água é uma atração. O resort promove um passeio de barco subindo o rio Itamambuca, numa chalupa bem estável, de onde dá para fotografar sem sustos. O guia Wandel está acostumado a levar birdwatchers, e sabe onde estão aves muito interessantes, como o pula-pula-ribeirinho e o garrinchão-de-bico-grande. Por fim, a praia, cercada por costões, também tem boa diversidade, com gaivotas e maçaricos.

Com sorte, inclusive, pode-se topar com aves muito, muito raras na própria mata do hotel. É o caso do apuim-de-costas-pretas (Touit melanonotus), uma espécie de periquito de ocorrência super restrita. A primeira foto do bicho na história foi feita no hotel. Para ser mais exato, dentro de um escritório – uma história deliciosa que você lê clicando aqui.

Tiê-sangue (Ramphocelus bresilius) – Foto Zé Edu Camargo
Pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens) – Foto Zé Edu Camargo
Saíra-militar (Tangara cyanocephala) – Foto Zé Edu Camargo
Casal de saí-verde (Chlorophanes spiza), ISO 1600, Abertura F8, Velocidade 1/100, Distância Focal 400mm, Foto Zé Edu Camargo
Casal de saí-verde (Chlorophanes spiza), ISO 1600, Abertura F8, Velocidade 1/100, Distância Focal 400mm, Foto Zé Edu Camargo
Garrinchão-de-bico-grande (Cantorchilus longirostris), ISO 1600, Velocidade 1/200, Abertura F8, Distância Focal 400mm. Foto Zé Edu Camargo
Garrinchão-de-bico-grande (Cantorchilus longirostris), ISO 1600, Velocidade 1/200, Abertura F8, Distância Focal 400mm. Foto Zé Edu Camargo