Month: December 2014

​Parque do Viruá: megadiversão na Amazônia

Pica-pau-amarelo – Foto: Zé Edu Camargo
O trocadilho no título aí em cima é um pouco infame. Mas dá a medida da emoção que um observador de aves pode experimentar em uma área com megadiversidade (de fauna e flora) da Amazônia brasileira. O Parque Nacional do Viruá, em Roraima, é um dos hotspots com mais potencial de crescimento para a observação de aves na América do Sul. Motivos não faltam: são mais de 500 espécies de aves já catalogadas na área. Com floresta de terra firme, floresta de várzea, campinas e lavrados em sua área, o parque abriga raridades e espécies ameaçadas.
Chora-chuva-de-asa-branca – Foto: Zé Edu Camargo
Ariramba-de-cauda-verde – Foto: Zé Edu Camargo
Aos poucos os observadores têm descoberto essa joia. De Boa Vista (capital do estado, onde está o aeroporto mais próximo) são pouco mais de duzentos quilômetros de asfalto em boas condições até a entrada do parque. Desntro da área, muitos dos principais locais de observação têm acesso muito fácil, graças a um fato inusitado: uma estrada que leva a lugar nenhum. A Estrada Perdida, como é chamada, é um trecho abandonado da rodovia que liga Boa Vista a Manaus. Após algumas dezenas de quilômetros, os engenheiros desisitiram do trajeto (graças às dificuldades com baixios e áreas alagáveis) e procuraram outro caminho para a rodovia. Assim, o trecho construído (mas não asfaltado) foi abandonado e, mais tarde, inbcorporado pelo parque Nacional.
Araracangas – Foto: Zé Edu Camargo
Rabo-de-arame – Foto: Zé Edu Camargo
Mas nem só na Estrada Perdida é que se podem encontrar aves interessantes. As margens dos rios que cortam o parque, como o Baruana, e as florestas de terra firme nos arredores da sede também são ótimos pontos.
Uma das estrelas do lugar é uma espécie que pode ser vista até com relativa facilidade (ainda mais se comparado a outros lugares no Brasil e na Venezuela onde ela ocorre): o formigueiro-de-yapacana (Aprositornis disjuncta). Mas há muitas outras, como o rabo-de-arame (Pipra filicauda) e a ariramba-de-cauda-verde (Galbula galbula). Também há muitas aves migratórias, o que torna cada viagem ao Viruá uma surpresa.
Formigueiro-de-yapacana – Foto: Zé Edu Camargo